José Humberto da Silva Henriques
Quero este livro!Logo abaixo disponibilizamos um breve resumo do livro Como alimentar a luz com milho e cuscuz para que você tenha uma idéia do assunto do qual ele trata. Se rolar a página você terá a oportunidade de fazer a leitura online.
Esse é mais um livro de poemas visuais de alto valor estético.
Não são somente visuais puros, são visuais mesclados com o verso nobilíssimo de JH Henriques.
O autor nunca quis abandonar o verso instalado ao longo de seus visuais.
Então, articula a possibilidade da cor e de certo movimento com a poesia que sempre norteou suas obras.
De tal sorte que, esse enjambement, poderíamos dizer assim a propósito desse sistema clássico – uma Literatura que já nasce clássica em todos os seus termos e apresentações – de poesia elaborada com a carga suprema da síntese, assim mesmo como revela o título.
Ou sugere.
Uma sugestão subliminar que impulsiona para o texto.
Esses poemas todos poderiam sobreviver sem a presença do desenho ou da cor, tamanha a versatilidade dos versos.
É uma manifestação ao contrário da folha dadaísta de presença.
Não se pode furtar a uma observação burlesca como esta.
Os versos são sóbrios e levam à busca outra vez da filosofia aplicada à literatura e à sua quintessência, a Poesia.
Entretanto, apear dessa sobriedade, há uma alegria contundente em todos os visuais de JH Henriques, os que foram feitos a partir da tecnologia cromática que o computador pode permitir.
A impressão que se tem é que esta coleção não vai encontrar fim.
Todos os poemas se aliam numa tentativa de fazer capítulos, porém, a dispersão de alguma teoria ou aplicabilidade dela à teoria da literatura acaba por acontecer.
Entretanto, esta associação determina a velocidade e fluidez da leitura.
A proposta maior é a concentração de informações amplas no menos espaço do papel, da mancha mostrada na teoria de Umberto Eco.
Nos dias de atualidade, como costuma acontecer em muitos cantos do mundo, senão em todos, a busca por esta versatilidade se faz presente.
Um prêmio enorme seria a leitura e tradução de um poema assim, da forma como ele pretende estar vivo sobre as páginas da história da literatura.
JH Henriques fornece muitos deles.
Inúmeros.
Senso assim, talvez seja um dos maiores produtores de visuais na história da literatura universal.
Um trabalho que precisa ser conhecido.
Quando inicia esse livro cujo título já remonta a uma tradição grande de ousadia e bem-estar – o cuscuz é alimento de concepção e estrutura doméstica como outro nem deve haver no Brasil -, o autor lança o poema-visual, Baiacu.
Trata-se de uma referência ao sistema de cores e um aviso do que vem pela frente deve continuar nessa linha imagética.
Diante de tudo, ainda é um texto sem texto esse prefácio, apenas o título do poema é inserido entro do desenho com as letras garrafais.
Baiacu.
Esse poema é quase único dentro do texto e tanto serve como sua epígrafe com foi sugerido que fosse um prefácio.
Aqui a pintura se sobrepõe, a fotografia deixa de ser inerte para conceber um título.
Um título proposital.
O nome desse livro só não é Baiacu, simplesmente isso, porque abre-se adiante numa perspectiva nada linear de conhecimento humano e algumas definições de personalidade.
O tempo e o espaço são fundamentais nessa obra de Henriques.
Mormente o tempo, existido sob a forma de Kronos, o Kronos “velho de guerra”, como sempre gosta de afirmar o poeta.
Porquanto esta fascinação pelo estado do tempo exista nessa obra como o todo, mesmo em seus poemas convencionais – também nos romances, novelas e contos -, ela não existe simplesmente como termo de associação com o exótico.
Nada disso.
Aqui o tempo participa de tudo como se fora o grande detentor das mais profundas liquidações do ser humano como perecível.
Assim, a interrogação que sempre permanece, a tentativa de fazer entender que o tempo pode ser uma entidade que percorre os quatro canos de uma bússola de maneira inexorável e tanto pode colidir com o futuro quanto com seu itinerário através do passado.
O presente participa de tudo apenas como identificação de termos notórios de uma física que ultrapassa os limites dos simples contornos matemáticos e ortodoxos.
Aqui você tem a opção de ler online o livro, além de também comprar a versão de papel caso tenha interesse. Utilize o botão "LEIA AGORA" (que está abaixo da capa do livro 👇) ou clique direto na capa do livro abaixo para iniciar a leitura.
* Se você gostou, sugerimos que apoie o trabalho do autor e adquira o livro. Para isso, clique no botão comprar. Se curtiu a leitura, por favor, compartilhe.
Baixe aqui um apanhado geral sobre o livro Como alimentar a luz com milho e cuscuz em PDF e distribua para quem você acha que gostaria de conhecer esta obra. O download está disponível para todos de forma gratuita.
Copie e cole o código abaixo (como HTML) no seu site/blog para inserir uma caixa que aponta para informações do livro:
Vai ficar assim:
Além deste livro que você está lendo, José Humberto da Silva Henriques tem outros 100 livros cadastrados conosco. Veja aqui os outros livros do(a) autor(a), exibidos por ordem de preferência dos usuários.
Separamos algumas categorias de livros gratuitos para que você possa baixar.
Conheça os pontos fundamentais para uma leitura eficiente, sem apelar para técnicas mágicas ou métodos extravagantes.
A ideia é ajudar você a refletir sobre o seu estilo de leitura e como é possível adaptá-lo para melhorar usando técnicas simples e de fácil aplicação.