JOGOS RELACIONAIS A COMUNICAÇÃO QUE APRISIONA: Use Inteligência Relacional e pare de brigar

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Saúde e família

JOGOS RELACIONAIS A COMUNICAÇÃO QUE APRISIONA: Use Inteligência Relacional e pare de brigar

Sônia Nemi

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Logo abaixo disponibilizamos um breve resumo do livro JOGOS RELACIONAIS A COMUNICAÇÃO QUE APRISIONA: Use Inteligência Relacional e pare de brigar para que você tenha uma idéia do assunto do qual ele trata. Se rolar a página você terá a oportunidade de fazer a leitura online.

Os Jogos Relacionais são um padrão de comunicação em que a informação é passada para uma ou mais pessoas de forma indireta, mas aparentemente aceitável e que evolui para um final desconfortável para todos os implicados.

Ou ainda como Eric Berne simplifica: “jogos são constituídos por uma série de lances com uma cilada ou um truque no meio ou no fim”.

(1974:49)
Os jogos são mais do que brigas.

Algumas brigas isoladas, percebidas como simples incidentes, podem se assemelhar a jogos.

No entanto, se for apenas um contratempo ou um mal-entendido na comunicação, pode ser esclarecido com uma confrontação; os jogos, por outro lado, por serem sistemáticos, aprisionam.


Uma expectativa natural seria que a intimidade deveria ser algo natural, contudo, é quando a relação atingiu essa etapa, que os jogos encontram espaço para serem implementados.

Em vez de afastar as pessoas, os jogos parecem alimentar a relação, como se, ainda que impossibilitados de intimar, elas precisassem sentir-se conectadas.

É muito comum que, depois de começar um jogo na díade, um dos membros busque a triangulação.


Lamentavelmente, os jogos substituem a intimidade entre os membros, quer por questões da própria relação ou da história de cada um.

Ou seja, as pessoas jogam em busca de afeto mesmo que seja afeto negativo em vez de intimidade verdadeira.


Além das regras, para um jogo começar, é preciso haver um tabuleiro, que, no caso do jogo relacional, é o contexto.

A ferramenta que faz o jogo começar, no xadrez, são as peças; no jogo relacional, as iscas.

A função da isca é fisgar a fraqueza complementar do outro jogador para que a partida possa ser iniciada.

Inúmeros são os exemplos de iscas para jogos, extraídas do dia-a-dia de qualquer grupo social.

Na minha percepção, durante esses anos que me interessei por esse tema, muitas iscas buscam privar o outro do direito de escolha.

O que igualmente observei é que o funcionamento do jogo está também ligado à omissão ou distorção de informação com a intenção de tirar algum proveito, seja essa intenção consciente ou não.

Os segredos de família, por exemplo, podem levar a jogos, uma vez que eles funcionam como uma fronteira que separa os que sabem dos que não sabem.

Os que sabem têm, entre si, comunicações não-verbais que são facilmente percebidas, pelos que não sabem, fazendo-os se sentirem excluídos.


Falas, expressões, atitudes, comportamentos isolados não constituem iscas para jogos, mas analisados dentro do contexto da situação, e, do formato e funcionamento da relação, podem ser identificados como tal.

Exemplos de comportamentos que podem funcionar como iscas são: surpreender alguém chegando sem se anunciar; deixar de anotar ou até “esquecer” de dar um recado em vez de dizer que não vai fazê-lo; dar informação sem se assegurar de que o outro recebeu ou ouviu; não prestar atenção ao que ouve e não informar que não ouviu ou que não entendeu; ao ser convidado para alguma atividade e aceitar, mesmo sabendo que não vai; um pai ou uma mãe que castiga os filhos se eles mentem, mas apesar de estar em casa, para evitar atender uma ligação indesejada, manda dizer que não está, na frente dos próprios filhos; colocar um troco dentro da bolsa da esposa, mas não avisar que colocou, entre outros tantos.

Essas iniciativas, ou seja, possíveis iscas, poderão acionar uma reação no outro que, com seu comportamento, irá, de volta, rejeitá-lo ou desconfirmá-lo.

Quando a isca encontra seu “peixe”, significa que ambos estão se comunicando de forma indireta, mas “aceitável” para o padrão da relação; o final, ainda que previsível, é desconfortável para todos.
As iscas exemplificadas podem estar presentes em qualquer relação, especialmente na relação casal, pois geram os mais diversos jogos.

Quanto maior a tensão, tanto mais jogos e consequentes triangulações estão presentes no dia-a-dia das relações.

Além dos jogos do cotidiano, os casais jogam os jogos eventuais ou ainda os sazonais, como eu os classifico.

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