Na Eternidade Sempre é Domingo

⭐⭐⭐

Literatura e ficção

Na Eternidade Sempre é Domingo

Santiago Santos

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Atravessar a fronteira brasileira com a Bolívia, adentrar o Peru e alcançar as ruínas de Machu Picchu.

O roteiro básico de um mochilão pela América do Sul ganha outras proporções com o surgimento de Nipi, um inca encarregado de contar as histórias esquecidas do seu povo.

São relatos de reis, heróis, feiticeiras, ladrões, sentinelas, curandeiras e outros personagens marcados pelo fantástico, que receberam a dádiva ou a punição de Inti, o deus Sol, para habitar a terra onde nasceram até os dias atuais.

Combinando ficção histórica, fantasia, relato de viagem e registro fotográfico, Na Eternidade Sempre É Domingo é uma obra de ficção múltipla, uma aventura pé na estrada carregada de mitologia.



"Em sua primeira viagem literária, Santiago faz da História uma transfiguração mitológica, e da Mitologia uma transfiguração histórica."
- Nelson de Oliveira

"O lendário presente na mais cotidiana realidade e as fotos como rastros do fantástico: com seu Mochileiro das Cordilheiras, Santiago reinventa a road trip numa viagem mítica.

Valeu, yachachix!"
- Aclyse Mattos

"Santiago Santos é o nome: aliterado como o de um super-herói que se preza, o Sansão de Cuiabá cria uma história que é um mix de Borges e Campos de Carvalho, com uma pitada de Valêncio Xavier.

Leiam urgentemente."
- Fábio Fernandes



Nipi, o imprevisível guia desse mochilão, tem mais de 700 anos de idade.

Ele foi enviado por Runa Simi, a deusa da Linguagem, e sua missão é simples: evitar que as histórias da maior civilização pré-colombiana da América do Sul sejam apagadas pelo tempo.

Ele não está sozinho.

Ao longo da viagem, personagens imortais, perambulando pelas ruas do antigo Tawantinsuyu (As Quatro Regiões, extensão total do território incaico), serão capturadas pela câmera do celular.

Essas imagens são os disparadores de suas histórias, desconhecidas dos cronistas e mesmo de seus descendentes.

As narrativas de Na Eternidade Sempre É Domingo vão além da recomposição histórica, das impressões de viagem e do fantástico.

Nelas se desdobram questionamentos a respeito das contradições mitológicas, das fronteiras imaginárias entre povos, da territorialidade do pensamento, do fim prático da arte, dos traços humanos das divindades e da imortalidade.

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