Logo abaixo disponibilizamos um breve resumo do livro Diálogos entre Direito e Psicanálise: : uma abordagem contemporânea para que você tenha uma idéia do assunto do qual ele trata. Se rolar a página você terá a oportunidade de fazer a leitura online.
A presente obra tem por objetivo o registro da contribuição de alguns palestrantes do “Seminário Direito e Psicanálise: uma abordagem contemporânea” e não pretende oferecer uma discussão exaustiva sobre o tema.
O diálogo entre Direito e Psicanálise se intensificou nos tempos atuais em função das demandas dirigidas ao judiciário, agora plenas de lides afetivas, travestidas de demandas judiciais.
A contemporaneidade exige, de ambos os campos do saber, o difícil manejo das respostas inéditas a demandas igualmente inéditas.
Também é certo que Psicanálise e Direito se modificaram com o tempo.
Como exemplo, do lado da psicanálise Jacques Lacan, célebre psicanalista francês, recorreu à matemática topológica para conceituar o inconsciente, em sua releitura de Sigmund Freud, por meio de uma reformulação que promove amplas consequências para a clínica atual.
Em Freud, o inconsciente era visto como profundidade que exigia do trabalho analítico trazer à luz o que se encontrava completamente oculto em relação à consciência, como um trabalho de escavação arqueológica.
Lacan recorre à figura topológica da Banda de Moebius, um objeto simples, onde uma tira de papel se coloca sobre si mesma à partir de um movimento de torção, sem avesso nem direito, sendo o tempo o que faz a diferença entre as duas faces, para compreender como acontece a engrenagem psíquica entre o mundo interno e o mundo externo, para compreender a estrutura do sujeito.
O mundo do Direito também tem passado por transformações em função de um novo modo de se desejar o mundo e se tornou um instrumento contemporâneo indispensável, em busca da justiça e da dignidade da pessoa humana.
Ao mesmo tempo em que não há mais espaço para aquele psicanalista trancado e isolado em seu consultório, longe dos acontecimentos sociais, tampouco há para o hermetismo do Direito, que o prende a um tecnicismo avesso à subjetividade humana, capaz de distanciá-lo da coletividade.
A interlocução entre os campos do Direito e da Psicanálise acontece e os torna mais funcionais e úteis, como bem mostram os artigos que compõem esta obra.
Este pequeno trabalho gostaria de estimular cada vez mais essa interlocução e, para ampliar o debate e promover a possibilidade de esclarecimentos, sugestões ou críticas, disponibilizamos o e-mail seminariodireitoepsicanalise@gmail.com
Nosso agradecimento.
Judith Euchares Ricardo de Albuquerque
Membro da Comissão Organizadora
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